O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO X 1041

e na supremacia de suas qualidades, pode ter, ao mesmo tempo, bastante abnegação para fazer ressaltar, em outro, o bem que poderia eclipsá-lo, em lugar do mal que poderia realçá-lo? Se o orgulho é o pai de muitos vícios, é também a negação de muitas virtudes; encontramo-lo no fundo e como móvel de quase todas as ações. Por isso, Jesus se dedicou a combatê-lo como o principal obstáculo ao progresso.

NÃO JULGUEIS, A FIM DE QUE NÃO SEJAIS JULGADOS.

AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO, LHE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

11. Não julgueis, a fim de que não sejais julgados; porque vós sereis julgados segundo houverdes julgado os outros; e se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles. (São Mateus, cap. VII, v. 1, 2).

12. Então os Escribas e os Fariseus lhe conduziram uma mulher que tinha sido surpreendida em adultério, e a colocaram de pé no meio do povo, dizendo a Jesus: Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; ora, Moisés nos ordena na lei para lapidar as adúlteras. Qual é, pois, sobre isso, vosso sentimento? Eles diziam isso tentando-o, a fim de ter do que acusá-lo. Mas Jesus, abaixando-se, escrevia com o dedo sobre a terra. Como continuassem a interrogá-lo, ele se ergueu e lhes disse: Aquele dentre vós que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra. Depois, abaixando-se de novo, continuou a escrever sobre a terra. Mas eles, ouvindo-o falar assim, se retiraram um após outro, os velhos saindo primeiro; e assim Jesus permaneceu só com a mulher, que estava no meio da praça.

Então Jesus, se levantando, lhe disse: Mulher, onde estão os vossos acusadores? Ninguém vos condenou? Ela lhe disse: Não, Senhor. Jesus lhe respondeu: Eu também não vos condenarei. Ide, e, no futuro, não pequeis mais. (São João, cap. VIII, v. de 3 a 11).

13. "Aquele que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra", disse Jesus. Esta máxima nos faz da indulgência um dever, porque não há ninguém que dela não tenha necessidade para si mesmo. Ela nos ensina que não devemos julgar os outros mais severamente do que julgaríamos